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sábado, 7 de abril de 2018

Um pouco de Betim/MG

Comecei a trabalhar, há dois anos, em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, por isso, eu que sempre visitei a cidade para ir ao Parque Ecológico Vale Verde (mas hoje está fechado para visitantes e turistas por tempo indeterminado), dediquei um dia inteiro para conhecer um pouco mais do que o município tem a oferecer além do meu ganha-pão diário, pois, durante a semana, limito-me a apenas trabalhar.

Trabalho bem próximo à linha férrea e sempre a vejo no caminho e de qualquer janela do prédio onde está localizado meu serviço. Além disso, em horários específicos, o apito do trem é o som ao fundo. A Estação Ferroviária é Patrimônio Histórico-Cultural Municipal.

Há um monumento feito em ferro que enfeita a praça Milton Campos e faz referência à antiga capela que havia sido construída no local. Era uma das construções mais antigas da cidade, servindo de pousada para os tropeiros.
Próximo dali, está o museu histórico Casa da Cultura Josephina Bento, que funciona no prédio que abrigou a primeira escola  da cidade. O nome é em homenagem a uma professora da região.

Ao lado da Casa de Cultura, há uma antiga fonte.

Museu Paulo Afonso
Também não podia deixar de conhecer o Museu Paulo Afonso Araújo Moreira Gontijo, pois, passo por ele todos os dias. Também é tombado pelo Patrimônio Histórico Municipal. Ele retrata e conta a história do surgimento e desenvolvimento de Betim. As peças do acervo foram doadas por moradores.

A cidade se firmou como pólo industrial, mas há áreas verdes, fazendas e circuito que privilegia a natureza para serem visitados.

Dentre todas as igrejas, resolvi conhecer a do Carmo por ter visto fotos do casamento de uma colega. Guardadas as proporções, ela surpreende como a Igrejinha do Ó, em Sabará. Vendo a simplicidade por fora, não se imagina a grandiosidade por dentro. Pinturas adornam todas as paredes e teto. É maravilhoso! São 20 painéis do artista plástico Antônio Claret. As pinturas do teto representam os ministérios gloriosos, gozosos e dolorosos. Já na lateral, os painéis mostram o mistério de Luz e retratam a vida de Cristo.

 Como amo pôr do sol, gosto de apreciá-lo das janelas quando tenho tempo. Infelizmente, é raro. Porém, certa vez, no ponto, aguardando o ônibus, o astro rei estava se pondo entre a copa de uma árvore. Foi maravilhoso! Fiquei tão embevecida que não fotografei. Estava hipnotizada olhando. Tenho apenas o primeiro registro, quando tinha poucos dias que eu estava trabalhando na organização. 

Visitei e recomendo
Praça Milton Campos
Casa da Cultura Josephina Bento
Museu Paulo Afonso Araújo Moreira Gontijo
Igreja do Carmo


Localização:
Betim fica na Região Metropolitana de Belo Horizonte, a 42 km da capital mineira.


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*Texto e crédito das fotos: Karina Motta

sexta-feira, 30 de março de 2018

Preservação do patrimônio da humanidade no museu Congonhas

Revisitar lugares magníficos em Minas Gerais e rever a arte barroca nunca é demais. Com esse propósito, aproveitamos a oportunidade de conhecer o novo museu, dirigimo-nos novamente a Congonhasdo Campo. A iniciativa das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO no Brasil), o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Prefeitura de Congonhas é importante para preservar a memória do país, um patrimônio cultural mundial que é o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos. Um dos principais objetivos é manter estudos sobre a preservação de monumentos em pedra.




Faz parte do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos: a Basílica, escadaria com esculturas dos 12 profetas em pedra-sabão e seis capelas representando a Via Sacra, com 64 esculturas em cedro em tamanho natural. As obras de arte são de Aleijadinho e do pintor Manoel da Costa Athaíde . O paisagismo é de Burle Marx.


A edificação do museu fica perto do santuário e ocupa uma área de quase 3.500 m². O projeto é construído do arquiteto Gustavo Penna. São três andares com sala de exposições, reserva técnica, biblioteca, auditório, ateliê, espaço educativo, cafeteria, anfiteatro ao ar livre e áreas administrativas.



 
 


O museu propícia grande interação e conhecimento sobre este patrimônio de forma lúdica e é possível até fazer uma visita virtual pela cidade.


Há, ainda, a sala de Milagres, com a exposição de 89 ex-votos (objetos oferecidos em agradecimento a graças alcançadas) pintados, datados dos séculos XVIII ao XXI.

A exposição permanente traz as manifestações de fé de todos os tempos e expõe a devoção presente nas obras de arte que compõem o ambiente do santuário, a romaria e os ex-votos e, como não poderia deixar de ser, o trabalho de Aleijadinho.


Há ainda uma biblioteca com títulos raros sobre o barroco, a arte e a fé.



A sempre presente discussão sobre a remoção dos profetas para um lugar protegido também está em voga, mas, não há uma decisão sobre isso. Assim, permanece a importância de intensificar a prevenção e conservação dos monumentos já que os mesmos ficam ao ar livre e estão expostos e vulneráveis a problemas com fungos, bactérias e vandalismo.



A exposição temporária era sobre Burle Marx, com, para minha surpresa, quadros pintados por ele e uma escultura. Não sabia que ele se dedicou às artes plásticas também. Há, inclusive, um autorretrato e outro retrato dele pintado por Guignard.



Localização:
Congonhas do Campo pertence à Estrada Real e fica a 78 Km da Capital mineira, Belo Horizonte. De BH a Congonhas basta seguir pela BR040, sentido Rio de Janeiro.


Visitei e recomendo:
Museu de Congonhas


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*Texto e fotos: Karina Motta